wolner0b escreveu:
Respondendo as respostas dos caros colegas:
#edps: esse caso do gravador de DVDs no seu Slack é outro "problema" que eu vejo em minha opinião. Dá a impressão de que tudo no Linux, depende de alguma coisa.
Eu sempre gostei de compartilhar os programas que uso com meus amigos, via CD, DVD, pendrive ou qualquer outra coisa (até disquetes, antigamente..rsrs). Agora me fala: como eu vou compartilhar o K3b com meu colega que usa Xfce (supondo que eu use LMDE)? Vou ter que copiar a minha /var/cache/apt inteira para o pendrive?
Além dessa questão da "portabilidade", temos o outro problema no qual você citou: em muitos casos, não é raro você ter que baixar metade do KDE pra usar UM ÚNICO programa proveniente dessa interface no seu ambiente GTK, ou vice-versa.
Outra coisa que sinto falta são os backups dos programas. Eu sempre mantinha no HD uma pasta com os instaladores dos meus programas, organizados com pastas e versões. Quando algum amigo meu necessitava e/ou eu formatava o computador, era muito mais fácil. Bastava acessar essa pasta (que ficava em uma partição separada do sistema), e executar o instalador. E eu não estou falando apenas de Windows e pirataria, como muitos devem estar pensando agora. Já tive oportunidade de usar Macintosh e o processo é o mesmo, ou seja, dá pra "guardar o instalador", caso seja necessário, tanto para compartilhar, como para executar novamente.
No Linux, eu tenho que ter internet conectada ao sistema (para baixar as dependências que talvez sejam necessárias), fazer um backup da /var/cache/* (dependendo do gerenciador de pacotes) e rezar para que todas as dependências sejam instaladas corretamente na nova instação que seria necessária.
Um exemplo prático acontece comigo toda semana: eu moro na cidade para continuar meus estudos e meus pais moram em uma fazenda como fruticultores. Todo final de semana, eu aproveito para levar os programas mais recentes para o computador da fazenda que não têm acesso a internet. Como faço isso no Linux, se eu e meus pais usamos distros Linux diferentes?
Edps, gostaria que você entendêsse que tudo o que eu disse acima não é por pirraça ou preguiça. É realmente uma questão de facilidade e simplicidade que sinto falta e vejo como uma desvantagem do Linux.
#izaias: Caro amigo, a idéia que eu propus neste tópico não é falar sobre tablets, PCs e smartphones. O que eu proponho é uma nova forma de "fazer o Linux". O Linux pode funcionar muito bem até em torradeiras e robôs espaciais, mas o que eu quero dizer, é que a forma em que ele é feito, deve ser mudado.
Estava comentando outro dia com um amigo (que usa Linux há mais tempo do que eu, desde o Conectiva) e, quando citei o assunto deste tópico, ele refletiu e confirmou: Linux sem internet, não dá. Agora me fala, porquê, o Linux, sendo um ótimo sistema, têm que ser tão dependente de internet assim?
Onde está a liberdade de compartilhar arquivos "off-line" como o Stallman sempre citou em seus discursos? ( - Peraí, estou me acalmando... não quero ofender ninguém! - 5 minutos depois...)
O que eu quero dizer é que essa penca de dependências para os programas, não ajuda no compartilhamento. Essa divisão entre QT e GTK divide os programadores e piora os softwares. Em todas as distros Linux que eu uso, acabo instalado programas KDE, Gnome e Xfce. E lá vem: quilos e mais quilos de bibliotecas só pra fazer um programa de 900Kb funcionar. Lembrando que nem sempre a versão dos repositórios da distro é aquela que você necessita em tal ambiente gráfico.
Em relação aos problemas que você perguntou, vou explicá-los. Em diversas distribuições (com exceção do Debian), alguma coisa sempre deixa de funcionar do nada. Eu não consigo ter confiança ém várias distros. Se um bom sistema operacional é sempre aquele que está ao nosso lado, o Linux está perdendo espaço no meu uso diário. Crashs, bugs, congelamentos... tudo isso acontece constantemente comigo, independente da distribuição. Frizando mais uma vez, tenho certeza que o problema não é o meu hardware. Meu computador está quase "zero", e sou eu mesmo que faço manuteção preventiva no meu hardware (limpeza, pasta térmica, refrigeracão, temperatura, organização interna dos cabos para uma melhor ventilação e etc..), ainda que, tenho 4 anos de experiência, estágios e empregos que já tive na área.
Fora isso, como eu já citei, sempre há aquele problema: o Debian funciona. Tudo bem. Mas eu vou ficar usando Iceweasel 3.5.16 até hoje? O próprio projeto Debian diz que podem haver problemas de segurança em relação aos navegadores, devido à alta rapidez com que a tecnologia web funciona, e o sistema lento e exigente de releases do Debian. Aí você me diz que dá pra instalar o Firefox por PPA, reposítório, ou pelo pacote (usando o diretório /opt), mas é exatamente aí que entra o problema que eu já disse: instabilidade.
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Creio eu que, para finalizar e me fazer entender, o Linux deveria usar apenas um ambiente gráfico, que fosse bastante personalizável (juntando o poder de personalização do KDE, Gnome 2, Gnome 3, Xfce, LXDE, Unity, Cinnamon, Razor-QT, *box e etc..). Deveria usar as mesmas libs (bibliotecas) para os programas - evitando-se assim, as malditas dependências e aumentando o poder de compartilhamento do usuário, além de promover a concorrência, já que todos os projetos "brigariam" em uma mesma plataforma (ambiente desktop).
Programas Aplha, Beta, Gama, (todas as letras gregas) só deveriam ser liberadas quando estivessem realmente estáveis, e não, criando a possibilidade de distribuições instáveis e compilações, ou seja, se você quizesse mudar de Slackware para openSUSE, você estaria tranquilo, pois saberia que mesmo sendo distros diferentes, usariam a mesma versão de cada programa. Sem problemas, sem dor de cabeça com repositórios extras e sem ter que se adaptar com as atualizações "absurdas" de alguns programas.
1. Com certeza tudo no Linux
depende de alguma coisa.
2. Programa de backup:
rsync ou sua interface gráfica
grsync
3. Não adianta copiar /var/cache/apt/archives tem que copiar também /var/lib/apt/lists e ainda assim pode ocorrer de faltar alguma dependência, nesse caso:
# apt-get install --no-install-recommends programa
4. Se forem distros diferentes a probabilidade de insucesso deixam de ser prováveis para praticamente certas.
5. É fato, sendo escritos sobre bibliotecas diferentes, instalar um programa do KDE no Gnome vai trazer consigo metade daquele ambiente. Bem fez a Opera Software que reescreveu seu excelente navegador em x11 abandonando o QT, por consequência a integração com os ambientes melhorou e o tamanho do pacote e dependências diminuíram drasticamente. Uma vez no Fedora (lá na Idade da Pedra) fui instalar o Opera e tive que baixar mais de 100MB de pacotes fora o próprio, era de doer
los cojones mandei ele e o Fedora pro inferno!
6. Existem casos e causos... para mim a coisa essencial num linuxer é insistência e perseverança, se uma coisa não lhe agrada modifique-a, mesmo o lixo do Windows (que por sinal estou usando agora) dava para modificar completamente com um software chamado nLite, cheguei a reduzir a imagem de instalação para 120MB e nela incluia os famigerados updates da M$ removia uma série de tralhas, desativava serviços por padrão, incluia temas, patches para abrir mais conexões TCP e etc.
7. Sabendo disso, que num sistema proprietário dá para modificar bastante, imagina num Sistema Livre, vou citar como exemplo o Gentoo, você baixa o Minimal CD, grava-o num pendrive, baixa os stages e o portage e configura-o de forma otimizada para sua máquina, e citei o mais complicado. Antigamente acreditava que somente Debian, Arch e Gentoo disponibilizavam mídias NetInstall, mas com o tempo fui descobrindo que todas elas oferecem esse meio para que você monte o sistema a seu modo: Debian, Arch, Slackware, Gentoo, Fedora, openSUSE, Ubuntu só para citar as mais importantes.
8. Dito isto camarada, cabe a você escolher o que melhor lhe atende, de minha parte sou insensível mesmo:
volte para o Windows! uahuahuahuahuahuah!!!!!!! rsrs
* em tempo uso o Iceweasel 16.0 no Debian:
http://gnu2all.blogspot.com.br/2012/08/iceweasel-atualizado-no-debian-squeeze.html